• Floração de Trichodesmium na praia do Cassino, Março de 2004.
  • Floração de Microcystis no Lago Negro, Serra Gaúcha.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Floração oceânica de Trichodesmium no litoral de Santa Catarina, 1998.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Floração de Microcystis na margem Leste do estuário da Lagoa dos Patos.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Floração de Microcystis na Lagoa dos Patos, Dezembro de 2005.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Maré vermelha causada pelo dinoflagelado Noctiluca na praia de Clovelly, em Sydney, Dezembro de 2012.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Floração de Microcystis próximo ao Museu Oceanográfico da FURG.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Floração de Planktothrix no Lago Guaíba, em 2012. Fonte: Zero Hora.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Eletronmicrofotografia de Anabaena sp. Fonte: Pablo S. Guimarães

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

1) Estive visitando seu site para fazer um trabalho, mas fiquei com duas dúvidas e gostaria que você às tirasse para mim...as dúvidas são: 
1- O que difere o grupo das bactérias do grupo das cianobactérias se ambos são seres microscópicos, unicelulares e procariontes?


A diferença principal está no aparelho fotossintético das cianobactérias que realiza fotossintese igual a uma planta superior, como as plantas de jardins. Este aparelho possue dois fotossistemas não compartmentalizados em cloroplastos como na célula das plantas, mas as suas vias e ciclos de excitação dos pigmentos pela luz e consequente utilização desta energia para síntese de carbohidratos (açúcares) é idêntico. A maioria das bactérias não fotosintetizam e sim vivem em heterotrofia, isto é alimentando-se de matéria liberada ou produzida pelos outros organismos. As bactérias, mesmo as pigmentadas como a sulfurosa Cromatium, absorvem luz e sintetizam açúcares, mas o processo é diverso das plantas.


2- Se todas as algas são autótrofas por que não podemos colocar no mesmo reino as algas azuis e as demais algas?

Pois é, acontece que para os botânicos as cianobactérias ( ou algas azuis) ainda fazem parte do Reino Vegetal e há uma grande parcela de razão nisto. Para os microbiologistas (ou bacteriologistas) elas se classificam como as eubactérias, tem estrutura química de algas (~ plantas) mas divisão celular e crescimento não tecidual as fazem idênticas às remotas bactérias (archaebactéria)...


3- Gostaria que comentasse sobre a má utização dos recursos de água da Terra já que mais de 2/3 estão nos oceanos praticamente intocados?

Pois é, se 97,3 % da água do planeta está nos Oceanos, 2% nas calotas polares e no vapor d'á gua da atmosfera, isto é inacessíveis; 0,7% restantes estão nos rios, lagos e aquíferos e daí tiramos nosso abastecimento. A projeção do aumento das unidades de dessanilização da água marinha é insignificante levando em conta a necessidade de água potável das populações. Ainda o custo energético é muito alto. No Brasil temos 20% da água potável disponível na terra e temos utilizado muito pouco da água subterrânea ou da dessalinização. Estamos em processo de esgotamento da qualidade de águas disponíveis próximas aos Centros Urbanos, por falta de volumes de água, devido a altitude destas grandes cidades no topo de serras e montanhas como São Paulo e Curitiba ou pela contaminação lançadas nestas águas pelas diversas atividades humanas provenientes destas metropóles urbanas.


4- Se existe uma tendência a que todas as florações de cianobactérias nos mananciais que abastecem as cidades sejam nocivas, como que as cidades podem adaptar-se a esta demanda de prováveis crises de abastecimento futuras?

A princípio, o mau uso da água tratada nas grandes, médias e pequenas cidades brasileiras é uniforme e desproporcional. Mais de 47% é utilizado na descarga de vasos sanitários, 37% no banho e lavagem na cozinha e sómente 6% é utilizado para cozinhar e 5% para beber. O restante fica dividido em 4% para a lavagem de roupas, 3% na limpeza da casa, 3% na irrigação e os 1% finais na lavagem de veículos e outras atividades. Fica evidente assim que desssas atividades, sómente 11% requerem o padrão da água potável fornecida pelas ETAs. Se uma das origem dos problemas das florações está no excessiva volume acumulado de água nos mananciais de barragens (que impedem a circulação das águas), uma possível menor necessidade da oferta de volumes de água no padrão de potabilidade pode ser uma solução administrável dentro do difícil panorama do gerenciamento dos mananciais.


5) Prezado Professor e Doutor:

É com muita honra que entro em contato com V. Sa. para comunicar que estou, voluntariamente, buscando encontrar o que está causando a degradação acelerada do nosso meio ambiente e, principalmente, o que está provocando o mau rendimento das nossas estações de tratamento de esgoto que já estão em funcionamento (excesso de lodo formado).
Agradeço ao FURG que disponibiliza ao público em geral as informações sobre as Cianobactérias.
Gostaria de colocar temas sobre micro-organismos para serem analisados pelos Biólogos no sentido de aproveitar a sua potencialidade natural para melhorar o meio ambiente aquático.
Solicitando este canal aberto para que possamos discutir este e outros assuntos correlatos de extrema importância para a humanidade, despeço-me.


Sds. Massao Okazaki Eng. Civil
Volunt. Sócio-Ambiental - Jundiaí/SPMuito obrigado pela rápida atenção ao meu e-mail.
Esclarecendo: atuo como eng. civil autônomo na área de projetos estruturais de concreto armado de pequenas e médias construções residenciais e comerciais e no acompanhamento das mesmas. No momento, estou me dedicando, voluntariamente e exclusivamente, na questão sócio-ambiental, procurando tentar encontrar uma forma mais fácil de resolver questão social e ambiental simultaneamente.
Não estou vinculado a nenhuma ONG ou empresa pública ou particular, estou apenas, como cidadão brasileiro, tentando cumprir o que rege a nossa constituição na questão do meio ambiente.
Evidentemente, como eng. civil não posso opinar sobre biologia mas, posso pedir aos biólogos e outros profissionais de outras áreas que analisem e opinem sobre os pontos por mim abordados. 
Conto com a colaboração de V.Sa. e de sua equipe. Me coloco a disposição de V.Sa. para prestar mais esclarecimento a respeito dos meus objetivos.
Caso o(s) ponto(s) por mim apontado(s) mereça(m) um estudo mais aprofundado como, por exemplo, tese de mestrado ou doutorado, fique totalmente a vontade para indicar a um acadêmico ou a um profissional já formado que desenvolva-a, mencionando ou não o meu nome. Ficarei muito honrado no caso da primeira hipótese. Poderia até mesmo colaborar, a distância, via internet, no desenvolvimento do mesmo.


Nitrogênio Atmosférico:
A questão que levanto a V.Sa. é a seguinte: não estaria o Nitrogênio atmosférico sendo fixado pelas bactérias e algas azuis, dentro da tubulação, no contato com ar e, principalmente, no processo de aeração e decantação das ETEs, aumentando assim a população de micro-organismos nitrogenados acarretando assim o aumento de lodo? 
Caso se confirme esta hipótese tenho uma solução a apresentar e será tema do próximo e-mail.

Fenômeno Físico-Químico-Biológico em Lodo (Lama) de Fundo de Represas: 
Gostaria de saber se já existe algum estudo a respeito do que relato a seguir:
Fui verificar a profundidade deste pequeno lago (ver fotos anexas) que estava submerso com uma vara de bambu e percebi que começou a emergir bolhas de gases.
A segunda foto mostra bem claro que, cutucando mais forte o fundo, emerge uma enorme (bolha) massa mais leve que a água.
Qual o fenômeno que estaria ocorrendo ali? Repeti o experimento em outros lagos eutrofizados e constatei o mesmo fenômeno.
São estas as colocações que gostaria que fossem analisadas.

SDS Massao

6) Caro Prof. João


Eu sou biólogo marinho e tenho trabalhado no agronegócio do cultivo de camarões marinhos no nordeste brasileiro. Esta atividade está em franca expansão e muitas novidades nos surge dia a dia. Atualmente estou querendo algumas infomações sobre uma espécie de alga cianofícia que surgiu em uma fazenda de camarão de um amigo meu aqui do Rio Grande do Norte.
Este organismo, quando surge durante o período de cultivo, coloca sabor desagradável de terra na carne dos camarões. Em conversa pessoal com o Prof Alfredo da Ufrpe, o mesmo me disse que acha que esta microalga trata-se de uma espécie chamada Hchayoyo sp. (Cianobactéria). Andei pesquisando em vários livros
sobre o assunto e não encontrei nada que pudesse me dar maiores informações sobre essa espécie. Se o amigo puder me dar alguma informação sobre a dita cuja eu ficarei bastante agradecido. Também gostaria de receber alguma informação sobre meios preventivos de combate ao
surgimento de cianofíceas em viveiros de camarões, como também modelos de combate quando o problema surgir.
Preciso de material bilbliográfico sobre o assunto.
Estarei a disposição do amigo para eventuais discussões sobre este e outros assuntos sobre o cultivo de camarões aqui no nordeste. Um grande abraço para você, e sucesso neste ano que iniciamos.

Marcelo Lima Santos.