• Floração de Trichodesmium na praia do Cassino, Março de 2004.
  • Floração de Microcystis no Lago Negro, Serra Gaúcha.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Floração oceânica de Trichodesmium no litoral de Santa Catarina, 1998.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Floração de Microcystis na margem Leste do estuário da Lagoa dos Patos.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Floração de Microcystis na Lagoa dos Patos, Dezembro de 2005.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Maré vermelha causada pelo dinoflagelado Noctiluca na praia de Clovelly, em Sydney, Dezembro de 2012.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Floração de Microcystis próximo ao Museu Oceanográfico da FURG.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Floração de Planktothrix no Lago Guaíba, em 2012. Fonte: Zero Hora.

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

  • Eletronmicrofotografia de Anabaena sp. Fonte: Pablo S. Guimarães

    Cianobactérias são microorganismos procarióticos, isto é, tem estrutura celular que corresponde a célula de uma bactéria. São fotossintetizantes, apresentando fotossistemas I e II mas sem estar organizados em cloroplastos, como as plantas. Devido a presença destes pigmentos ricos em clorofila, ficocianinas e ficoeritrinas, foram por muitos anos chamadas de algas cianofíceas.

    Algumas gêneros são fixadores de Nitrogênio atmosférico (N2) enquanto outros produtores de hepatoxinas ou neurotoxinas.  As cianobactérias são indivíduos muito antigos e os seus fósseis são datados de períodos muito distantes no pré-cambriano.

    Uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas, garantiram aos organismos a sua perpetuação na superfície terrestre e a sua distribuição em diversos ambientes terrestres, aquáticos (de rios, estuários e mares) e na interface úmida da terra com o ar (rochas, cascas de árvores, paredes, telhados, vidros, etc.).

    As cianobactérias no ambiente podem ocorrer de forma unicelular, isto é, de vida resumida a uma célula solitária, como nos gêneros Synechococcus, Aphanothece e Aphanocapsa.

    Podem também serem unicelulares coloniais como  Microcystis, Gomphospheria e Merismopedium ou apresentarem as células organizadas em uma unidade em série, o filamento como OscillatoriaPlanktothrix, Anabaena e Cylindrospermopsis.

    Algumas células do filamento podem ainda diferenciar-se de células vegetativas (as fotossintetizantes) em acinetos (células de resistência e reprodutivas) ou em heterocitos (células de fixação de N2).

    Igualmente, esta grande flexibilidade também nos permite isolá-las e mantê-las em cultivos com certa facilidade. Assim, um banco de cultivos, ou coleção de cepas, permite-nos  ter  exemplares destas diferentes características  acima, além daqueles produtores das cianotoxinas: saxitoxinas e microcistinas.

    Vide abaixo a relação de cianobactérias existentes no Banco de Cultivos do Laboratório de Cianobactérias e Ficotoxinas.

      Nome Código Meio Origem
    01 Anabaena cylindrica PCC 7120 BG-11 Instituto Pasteur/FRA
    02 Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Instituto Pasteur/FRA
    03 Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Cult Coll./ EUA
    04 Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim/ RS/ BRA
    05 Aphanothece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA
    06 Calothrix brevissima RRSAz 8603 VB-S Marisma/L. Patos/RS/ BRA
    07 Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee/ ESC
    08 Microcystis PCC 7813 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    09 Microcystis PCC 7820 BGN/2 Instituto Pasteur/ FRA
    10 Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama/L. Patos/ RS/ BRA
    11 Nostoc PCC 7423 BG-11 Instituto Pasteur/ FRA
    12 Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    13 Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal Embrapa/ Pel./ BRA
    14 Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    15 Nostoc canina - BGN Univ. Dundee/ ESC
    16 Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    17 Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino/ L. Patos/ RS/ BRA
    18 Oscillatoria-red - BGN Univ. Dundee/ ESC
    19 Phormidium - BGN Univ. Dundee/ ESC
    20 Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Instituto Pasteur/ FRA
    21 Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    22 Xenococcus PCC 7306 BG-11 pH 8 Instituto Pasteur/ FRA
    23 Microcystis RSP 9901 BGN/2 pH 8 Ilha da Pólvora/ RG/ RS/ BRA
    24 Anabaena sp RSLB 0201 ASM-1 pH 7,7 – 7,9 Lago dos Biguás/ FURG/ RS/ BRA
    25 Microcystis NPJL-4 BGN/2 Rio de Janeiro/ BRA
    26 Pseudoanabaena - BGN/3 Represa Alagados/ PR/ BRA
    27 Raphidiopsis - BGN Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    28 Raphidiopsis - ASM-1 Lago do CC/ FURG/ RS/ BRA
    29 Cylindrospermopsis raciborskii T3 ASM-1 Represa Billings/ SP/ BRA
    30 M. botrys 759 ASM-1 CENA
    31 M. protocystis 697 ASM-1 CENA
    32 Microcystis BCC USP 03 BGN USP/ SP/ BRA
    33 Planktrotrix - BGN/2 Lagoa do Peixoto/ RS/ BRA
    34 Aphanothece stagnina RSMan 2012 BGN/3 Saco da Mangueira/ RS/ BRA

    A coleção de cepas de cianobactérias do LCF está registrada e faz parte da WORLD FEDERATION OF CULTURE COLLECTIONS desde 09/02/2015, disponível no site do WDCM: www.wfcc.info/ccinfo/index.php/collection

A Fundação

Dificil situar quando exatamente a Unidade de Pesquisas em Cianobactérias foi fundada....

Deve ter sido no ano de 1986 quando obtivemos um microscópio Óptico “Aus Jena” emprestado da Profa. Neusa Costa e passamos a identificar, num cubículo de 2,5 m x 4 m no Campus Cidade da FURG, e isolar as primeiras cianobactérias a partir de amostras coletadas no ambiente aquático. 
Algumas recordações são importantes da época. Em pleno janeiro de 1987, conseguimos separar a nossa primeira cepa: a Nostoc muscorum RSJ8601. Era uma daquelas tórridas tardes de férias de verão no cubículo onde até o suor evaporava, quando sómente o vigia do Campus aparecia e exclamava: “ - que lua, professor, que lua!

Outra recordação foi do nosso colega Prof. Fausto Neetzow, hoje aposentado, quando colocava a cabeça na porta entreaberta do cubículo e gritava: “- já está pronta a bolha assassina?
O cubículo era pequeno mas o assunto grande o suficiente para despertar a curiosidade e o interesse de colegas do Depto. de Química, como a Profa. Maria do Carmo Galliazzi que teve também uma rápida, dedicada e incentivadora passagem pelo início da história da UPC. E assim depois seguiram-se os primeiros orientados.

 

O primeiro orientado:

Entre os primeiros orientados: destacamos o pioneiro trabalho da então formanda em Oceanologia: Sônia Rezende de Melo em selecionar e cultivar as primeiras sp de cianobactérias fixadoras de Nitrogênio em meio com ausência de sais de nitrato e amônia e saiu assim: J.S.Yunes & S.R. Melo: “Cianofíceas Fixadoras de Nitrogênio do estuário da Lagoa dos Patos, RS: Testes de Cultivo em laboratório” Este trabalho foi apresentado como painel na III Reunião Brasileira de Ficologia, que ocorreu no Instituto de Estudos do Mar: Almte Paulo Moreira em Arraial do Cabo (RJ) de 05 a 08 de marco de 1987. Mais tarde foi submetido aos anais do evento e passou à publicação com mesmo título na Revista NERÍTICA , Pontal do Sul: 2 (supl.) 159-70, dezembro de 1987. E este foi possivelmente a primeira publicação da UPC e a Sônia a primeira orientada.

 

Os grandes feitos em síntese:

Hoje, exatos 20 anos após, dispõe de 41 cepas de cianobactérias, que representam em parte as populações responsáveis por florações em águas brasileiras. Estas cepas que foram incorporadas ao Banco são além de fixadoras de Nitrogênio atmosférico produtoras de hepatoxinas, neurotoxinas e dermatoxinas (vide tabela 1). Em 1999, quando já haviam mais de dez trabalhos publicados sobre estudos em áreas impactadas por cianotoxinas, florações em manaciais, a Unidade de Pesquisas em Cianobactérias aprovou um Edital de Políticas Públicas para o Estado do Rio Grande do Sul que criou o Programa AGUAAN (Agilização de Gerenciamento para a Utilização de Águas com Algas Nocivas). A ênfase principal do AGUAAN foi extender a mais de 400 municipios do estado do RS um programa de monitoramento completo de cianobactérias e cianotoxinas nos mananciais e água tratada. Terminado o tempo do Projeto junto ao estado do Rio Grande do Sul, a UPC adotou o AGUAAN como sua ferramenta principal de extensão às comunidades. Logo, em 2001-2002 os estados do Paraná e de São Paulo, através das SANEPAR e SABESP, respectivamente, assinam convênios para monitoramento de cianobactérias e Cianotoxinas através do AGUAAN. No final de 2005 - Após diversas análises e monitoramento de águas para mais de 4000 funcionários das Refinarias da Petrobrás em Canoas, RS e Araucária, Pr e de diversas análises emergenciais por solicitações das vigilâncias sanitárias dos 3 estados do Sul, Minas Gerais e outros, o AGUAAN atinge a uma cobertura nacional a mais de 40 milhões de brasileiros. A partir de 2005 a UPC e o AGUAAN passaram através de indicações da Vigilância Sanitária e do Ministério da Saúde em Brasília, a oferecer cursos de treinamentos a técnicos da Vigilância Sanitária Brasileira e de empresas de abastecimentos de água e de pesquisas ambientais. Em nível estadual a UPC e o AGUAAN neste período passou atuar ativamente na formação de técnicos da vigilância estadual em questão de cianobactérias e cianotoxinas em águas de abastecimento. Hoje numa integração entre prestação de serviços + ensino de pós-graduação + pesquisas; a UPC concluiu mais de 30 teses, dissertações e trabalhos de graduação de seus orientados em temas sobre cianobactérias e suas toxinas no ambiente.

 

Do ponto de vista da Estrutura:

A Unidade de Pesquisas em Cianobactérias tem no seu banco de Cultivo de cianobactérias, iniciado em 1986 uma coleção variada de cepas de cianobactérias, entre estas cepas incluem-se fixadoras de N2 atmosférico, hepatóxicas, neurotóxicas e produtoras de dermatoxinas. As cepas tem sido doadas para Projetos de Graduação, dissertações de mestrado e teses de Doutorado de diferentes áreas (biotecnologia, engenharia de alimentos, quimica, engenharia civil, mecanica e artes plasticas), além do principal: toxicologia a mais de duas dezenas de trabalhos no País.

 

Tabela 1. Lista atual das cepas disponíveis de cianobactérias da UPC. A identificação em Gênero e espécie se refere a amostra ambiental a partir da qual a cepa foi isolada.

Nome Código Meio Origem
Anabaena cylindrica PCC 7120 BGN Inst. Pasteur, França
Anabaena sp RSLB0201 ASM-1 Lago Biguas, Rio Grande, Brasil
Anabaena variabilis ATCC 29413 BG-11 American Type Culture Collection
Anabaena verrucosa RST 8701 BG-11 Taim, RS, Brasil
Aphanotece RSMan 92 BGN/3 Saco da Mangueira, RS, Bra
Calothrix brevissima RSAz 8603 VB-S Arrozal Embrapa Pel, RS Brasil
Lyngbya RSM 8801 BGN + 10‰ Marisma Laguna dos Patos, RS, Brasil.
Mastigocladus RAL BGN Univ. Dundee, Escócia
Merismopedia RSLB 9801 BGN pH 8 LagoBiguás, FURG, RS, Brasil
Microcoleus PCC 7420 BGN + 35‰ Inst. Pasteur, França
Microcystis RST 9501 BGN/2 pH 8 Torotama, Lagoa dos Patos, RS, Brasil.
Microcystis PCC 7813 BGN/2 Inst. Pasteur, França
Microcystis PCC 7820 BGN/2 Inst. Pasteur, França
Microcystis RSP 9901 BGN/2pH 8 I. Pólvora/L. Patos/RS/BRA
Nostoc RSJ 8501 VB-S S. Justino, Lagoa dos Patos, RS, BRA
Nostoc canina - BGN Univ. Dundee, Escócia
Nostoc muscorum RSJ 8801 BG-11 S. Justino, Lagoa dos Patos RS, Brazil
Nostoc punctiforme RSJ 8502 VB-S S. Justino, Lagoa dos Patos RS, Brazil
Nostoc PCC 7423 BG-11 Inst. Pasteur, França
Nostoc RSAz 8603 BG-11 Arrozal .Embrapa, Pelotas, RS, Brasil.
Nostoc RSAz 8601 VB-S Arrozal da Embrapa, Pelotas, RS, Brasil
Oscillatoria - BGN Univ. Dundee, Escócia
Oscillatoria RSBL0201 BGN/2 pH8 Lagoa dos Patos, RS, |Brasil
Phormidium - BGN Univ. Dundee, Escócia
Plectonema boryanum PCC 73110 BGN Inst. Pasteur, França
Raphidiopsis - ASM-1 Lago dos Biguás, FURG, Brasil
Spirulina geitleri PCC 7345 BGN Inst. Pasteur, França
Synechocystis PCC 6714 BGN pH 8 Inst. Pasteur, França
Xenococcus PCC 7306 BGN pH 8 Inst. Pasteur, Escócia
Trichodesmium - BGN + 35‰ Costa Brasileira

 

Do ponto de vista técnico científico:


A Unidade de Pesquisas em Cianobactérias da FURG, entre 1996-2000:
1) Implantou as técnicas analíticas para microcistinas através do imunoensaio específico tipo ELISA. Tres marcas comerciais foram testadas e otimizadas para uso no Programa AGUAAN, iniciado em 2000.

 

Entre 2000 e 2006, a UPC obteve:

1) Implantação e aprimoramento das técnicas de análises de Saxitoxinas (toxinas paralíticas) por Cromatografia Líquida de pós-derivatização; o que baixou o limite de detecção do método para 0,5 ppb nas águas tratadas.

2)Implantação de técnicas e método de análise para identificação por UV de cilindrospermopsinas utilizando padrão fornecido através de importação do Prof .Wayne Carmichael e confirmação por padrões doados dos Profs. Glen Shaw (Austrália) e Geoffrey Codd (Reino Unido). Colocação da técnica em rotina nas análises de água do monitoramento do Programa AGUAAN em 4 estados do País.

3) Implantação do método para análise de anatoxina-a em cepas brasileiras deAnabaena. O método utiliza-se de Cromotografia Liquida com detecção por fluorescência e derivatização pré-coluna. A UPC identificou a presença de anatoxina-a em cepas de Anabaena verrucosa isolada de Lagoas Marginais no Sul do Brasil. Por não constar da Portaria da potabilidade da água, esta técnica tem sido apenas e intensamente utilizada em pesquisas (vide Colvara, 2003).

4) Implantação do método e análises de Anatoxina-a(S) através do método enzimático e colorimétrico da inibição da AChE. A técnica foi primeiramente implantada na UPC por Monserrat et al, 2001 e recebeu diversas melhorias na varredura feita em amostras de florações brasileiras por Barros et al, 2003. Foi confirmada a presença desta cianotoxina em 70% das amostras das espécies de Anabaena crassa e Anabaena spiroides presentes em mananciais brasileiros.

A partir de 2004 a UPC e o AGUAAN através de intenso trabalho na formação de alunos de pós-graduação ligados a química e recursos hídricos, obteve e aprimorou técnicas de isolamento e purificação da cianotoxina D-Leu Microcistina-LR, microcistina-LR, microcistina-LY, microcistina-LW, microcistina-LF através de cepas do seu Banco de Cultivos. Nos últimos 3 anos quantidades entre 500 µg e 2 mg desta cianotoxina purificada tem sido fornecidas para mais de uma dezena de laboratórios e pesquisadores no País.